Notícias

Fachin diz que colaboração entre instituições potencializa proteção de direitos

Ministro participou da abertura do XXVI Congresso Nacional do Ministério Público

12 de novembro de 2025

Foto: Antonio Augusto/STF

Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (11), na abertura do XXVI Congresso Nacional do Ministério Público, que a atuação colaborativa entre o Poder Judiciário, o Ministério Público, o Poder Executivo e outros órgãos de controle potencializa a capacidade do Estado de proteção dos direitos, da responsabilização e da promoção do bem comum. “A harmonia entre os Poderes é condição essencial para o funcionamento do Estado de Direito democrático. Ao lado disso, a melhor forma de atingir os objetivos republicanos é a busca pela cooperação institucional com respeito às competências constitucionais de cada um”, destacou Fachin.

O ministro apontou como o grande desafio do sistema de justiça o enfrentamento do que classificou como “governança criminosa”, que, “por meio das organizações criminosas e macro criminalidade, enfrenta o Estado e a sociedade civil e procura tomar conta do país”.

Segundo Fachin, a proteção dos direitos humanos, especialmente nas áreas da persecução penal e da execução da pena, não exclui a atenção máxima que deve ser dada à segurança pública. Ele ressaltou que o Poder Judiciário e os membros do Ministério Público farão sua parte para assegurar aos cidadãos brasileiros “o direito de sair para trabalhar com segurança e voltar para casa à noite sem medo”.

Importância do MP

O presidente do STF também salientou a importância do Ministério Público no combate à macro criminalidade, por meio da investigação e da persecução de crimes altamente complexos realizados por seus grupos de atuação especial de combate ao crime organizado. Ressaltou, ainda, sua atribuição constitucional de promover o controle externo da atividade policial, entre outras atividades igualmente relevantes para a sociedade.

Fachin lembrou que a trajetória do Ministério Público, desde a Constituição de 1988, demonstra sua capacidade de renovação e de contribuição efetiva para a consolidação da democracia. Nesse sentido, observou que o órgão, como titular de ações e defensor dos interesses difusos e coletivos, assume responsabilidades vitais na proteção do meio ambiente, na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, na salvaguarda do patrimônio público, no combate à corrupção, na defesa das pessoas com deficiência e na promoção dos direitos humanos.

A seu ver, a instituição provou ser uma força de proteção dos direitos coletivos e peça-chave na defesa do Estado de Direito. “O sistema de justiça e as funções essenciais à justiça estão sendo chamadas com urgência: é hora de dar uma resposta mais efetiva à sociedade brasileira. O Poder Judiciário brasileiro fará a sua parte, e estou seguro de que o Ministério Público dirá ‘presente’ nessa jornada”, concluiu.

Fonte: STF

Notícias Relacionadas

Notícias

Mais investidores recolhem imposto com multa e juros

Movimento é reflexo do maior número de pessoas físicas com conta aberta na B3

Notícias

Pen drive com inéditas de Marília Mendonça vira disputa na Justiça

Dispositivo tem mais de 100 arquivos suficientes para lançamentos pelos próximos 20 anos, segundo empresário da cantora