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AGU regulamenta atuação em processos estruturais e reforça prioridade para soluções consensuais

Portaria define diretrizes para a atuação da AGU em casos de grande impacto coletivo

11 de setembro de 2025

Foto: Renato Menezes/AscomAGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) estabeleceu novas regras para sua atuação em processos estruturais no Judiciário. A medida foi formalizada nesta quarta-feira (10), com a assinatura de uma portaria normativa pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, em cerimônia que contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso.

Esses processos são caracterizados pelo reconhecimento de violações coletivas de direitos ou por situações incompatíveis com a Constituição. Na prática, costumam exigir ações coordenadas entre diferentes órgãos públicos ou a reformulação de políticas governamentais. Entre os exemplos já analisados pelo STF estão casos relacionados ao sistema prisional, ao desmatamento na Amazônia, à retirada de invasores de terras indígenas e à letalidade policial no Rio de Janeiro.

A portaria da AGU prevê que, nesses casos, a prioridade seja dada à prevenção e à busca por soluções consensuais, com a apresentação de planos de ação que deverão ser acompanhados e avaliados pelo Judiciário. O normativo também disciplina a atuação das áreas consultiva e contenciosa do órgão, definindo fluxos de trabalho e mecanismos de troca de informações internas.

Durante o evento, além de Messias e Barroso, participaram representantes da cúpula da AGU, como a procuradora-geral da União, Clarice Calixto, a procuradora-geral federal, Adriana Venturini, a secretária-geral de Contencioso, Isadora Cartaxo, e o consultor-geral da União, André Dantas Amaral.

A iniciativa reforça o papel institucional da AGU de representar judicialmente a União e prestar consultoria jurídica aos órgãos federais, agora com diretrizes específicas para casos de maior impacto coletivo e constitucional.

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