Notícias

Esposa de ex-participante do BBB sofreu violência moral e psicológica, diz advogada

Pedro Espindola já é alvo de investigação policial por importunação sexual após tentar beijar à força uma participante do reality show

Por Redação / 22 de janeiro de 2026

Foto: Globo/ Fábio Rocha

Foto: Globo/Fábio Rocha

Pedro Espindola, alvo de investigação policial por importunação sexual após tentar beijar à força a participante Jordana, no Big Brother Brasil 26, já está fora da casa mais vigiada do país após desistir do reality show. Porém, o caso está longe de ter um desfecho.

Para a advogada criminalista Mariana Rieping, especialista em Crimes de Gênero e membro da Comissão Nacional de Combate à Violência Doméstica da OAB, o caso ultrapassa o espaço físico da residência onde estão confinados os participantes do programa.

No entendimento dela, a esposa de Pedro, que está grávida, tornou-se vítima de uma exposição pública que pode ser enquadrada como violência psicológica pela Lei Maria da Penha. Ao detalhar traições e submeter a companheira a uma humilhação em rede nacional, o participante agrava sua situação jurídica. “Traição, por si só, não é crime, mas a forma como a esposa grávida está sendo exposta e humilhada configura violência moral e psicológica”, avalia, citando o artigo 7° da Lei Maria da Penha e o art. 147-B do Código Penal.

A advogada explica ainda que, em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, o dano moral é presumido, dada a vulnerabilidade emocional da vítima, especialmente em um período gestacional. Quanto à investigação e responsabilização criminal de Pedro pela violência psicológica, Mariana alerta: “Embora o Ministério Público muitas vezes seja reticente nesses casos de exposição moral, uma advocacia combativa e com perspectiva de gênero pode garantir que essa mulher seja reparada pelo abalo sofrido”.

A tipificação de importunação sexual prevê penas de um a cinco anos de reclusão, enquanto a pena para a violência psicológica (Artigo 147-B do Código Penal) varia de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa.

Número de processos

Segundo dados inéditos da plataforma Escavador, o Brasil registrou 21,8 mil processos relacionados à importunação sexual, entre os anos de 2023 e 2026. No primeiro ano de apuração, foram identificados 7,4 mil casos, seguidos por 8,1 mil processos em 2024. Apesar da sequência, o ano de 2025 foi marcado por uma redução no número: cerca de 6,2 mil ações judiciais aconteceram no ano passado. 

Falando em relação ao ex-BBB, Dalila Pinheiro, analista jurídico sênior da plataforma, explica que o caso ainda está na fase inicial de investigação, conhecida como instrução de inquérito, quando a polícia reúne depoimentos e outros elementos para notificar o ocorrido e avaliar a responsabilidade dos envolvidos. “A partir daí, o Ministério Público decide se há base para abrir, ou não, um processo criminal”, afirma. 

Notícias Relacionadas

Notícias

STF vai decidir se presos podem publicar livros enquanto cumprem pena

Caso de preso que teve manuscrito de mil páginas retido em presídio de MS tem repercussão geral

Notícias

STJ paralisa prazos processuais após invasão hacker

Corte decreta plantão judiciário para exame de matérias urgentes